sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Países Modernistas

"Se num país é mais fácil divorciar-se do que despedir um trabalhador, não vai demorar muito tempo em que será mais fácil encontrar uma nova mulher do que um novo emprego."

AM




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A única coisa que falta

"A única coisa que falta nesta presidência é a recomendação de livros"

VC


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O oportunismo



"O oportunismo só é possível para as grandes nações, seguras da sua força e da sua riqueza. 

Nós, que somos fracos e pobres, apenas nos poderemos fazer respeitar à força de rectidão e de honestidade. 

Neste momento, podemos desagradar aos nossos amigos mas, mais tarde, eles compreenderão."


António Oliveira Salazar



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Pátria é uma entidade espiritual

«A Pátria é uma entidade espiritual. O salazarismo, durante 50 anos, confundiu a Pátria com a Nação que é uma realidade de natureza, o conjunto dos que nascem portugueses. 
O actual socialismo não fala já da Pátria (a palavra Pátria aparece uma única vez na Constituição política para designar o território) e supõe-a reduzida à República, que é o conjunto dos bens públicos acrescidos dos bens privados. O nome de Portugal – que Agostinho da Silva disse ser “um dos nomes de Deus” – foi substituído pela designação de este País.»
Orlando Vitorino




segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

História económica de um ponto de vista íntimo

Quando eu nasci, em 1959, Portugal (e Portugal era naquela altura muito mais do que o retângulo) tinha entrado há pouco, e assim prosseguiria até 1973, num período de crescimento sem paralelo em toda a sua história registada. A minha infância e princípio de adolescência foram vividos num país tomado de aceleração vertiginosa, pelo menos por comparação com qualquer outro período conhecido. Décadas como as de 50 (que eu não vivi) e 60 (até 73) nunca mais houve, e não é razoável esperar que volte a haver no horizonte antecipável.
Para se ter uma ideia gráfica: entre 1960 e 1972 – foi o princípio da minha vida – o PIB português duplicou.
dana_michahelles
Lá em África, que é donde eu venho, retornado, a coisa era ainda mais acelerada. Mas fiquemo-nos com isto aqui: o PIB do retângulo duplicou em 12 anos. A média de crescimento anual nesse período foi de 5,9%. A média. Não houve um só ano de recessão.
1969 foi um ano cinzentíssimo nesta série: a economia cresceu apenas 2,4%. Uma marca extraordinariamente medíocre. Se expulsarmos esse ano, a nódoa, para esquecer, da série, a média é mais representativa da velocidade a que se andava: 6,4% ao ano.
Para o PIB voltar a duplicar, depois desses 12 anos sem paralelo – os do princípio da minha vida – seriam depois necessários 20 anos, até 1992. Houve ainda um sobressalto nos últimos anos destes 20, de 1986 até ao princípio dos anos 90. Tínhamos entrado na CEE, intensificado a abertura ao exterior e, sobretudo, enveredado por um intenso período de liberalização da economia, depois do ensaio de sovietização pós-revolucionário. Voltámos por uns poucos anos a crescer como nos anos 60. Mas depois acabou.
Não voltou a haver duplicação. De 1992 a 2015, e passaram-se já 23 anos, o PIB aumentou apenas 30%. Uma pessoa que em 2015 tivesse nascido em 2002, com 13 aninhos, os mesmos que eu tinha em 1972 depois daquela década de crescimento e mudança trepidantes – o PIB duplicara, crescera 100%! – viveu num país onde o PIB aumentou ao longo de toda a sua vida… 0,1%. Isso. 0,1%. Não é gralha.
É verdade: essa pessoa nasceu num meio incomparavelmente mais rico do que o meio em que eu nasci. Não tem comparação possível. Mas eu nasci num meio em que a melhoria constante, a abertura permanente de novas possibilidades, o enriquecimento ano após ano eram a regra. O jovem que nasceu em 2002 nasceu num meio em que a crise, a ameaça e o impasse são a normalidade. Acreditem: o socialismo não foi uma boa ideia. Valia a pena tentarmos outra coisa. Os nossos filhos não merecem este fiasco.
Impasse

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Portugal revolucionário de ontem e de hoje





"O Portugal revolucionário de 1975, tão esquerdista que era, não aceitava os negros das colônias que queriam fugir para Portugal, nem sequer os que tinham servido nas Forças Armadas Portuguesas. 

Como todos tinham a nacionalidade portuguesa, não hesitou em fazer uma lei retirando-lhes essa nacionalidade e barrando-lhes assim acesso ao refúgio. 

Hoje, os herdeiros ideológicos dos revolucionários de 1975 chamam xenófobos e racistas aos que torcem o nariz à vinda para Portugal de outros refugiados, sobretudo islâmicos - que, ironicamente, nem sequer querem vir para cá."

PMC



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O nível jornalístico mundial

"O nível jornalístico mundial está tão baixo que agora dividem partidos e propostas entre "Progressismo salvador da humanidade" e "extrema direita".
Qualquer coisa que não seja "Progressismo salvador da humanidade" e você não consiga, depois de tentar muito, dizer que é de "extrema direita" vai na caixinha do "alt-right", também conhecido como "não faço a menor ideia do que é isso mas não gosto então deve ser de direita foda-se".
E não é canalhice. Costumava ser, mas agora é ignorância sincera em cima de saltos altos."

RL




Uma taberna de mau nome

"A Europa é antes de mais nada um continente, um conceito geográfico, não é , por isso mesmo, possível a Itália deixar a Europa. 

A seguir, a Europa é uma cultura, a cultura greco-romana. Não é por isso, também, possível a Itália deixar culturalmente a Europa. 

Politicamente a Europa não é, por mais tratados que assinem e ideias que queiram impingir e impor aos povos, uma união. 

A União Europeia é uma antinomia política. Só é possível à força e à força não é possível. 

E isto não é uma opinião. É um facto. Salta à vista. 

A União Europeia é uma fonte de conflitos. Uma taberna de mau nome."

FM


sábado, 3 de dezembro de 2016

O tal "faxista"

"Mais uma vez dei comigo a pensar nestas lides de facebook e nos bons e maus momentos que tenho atravessado, sobretudo nos ataques que me têm feito, ou seja sou apelidado de vários nomes ou conotações políticas.

Bastas vezes sou apelidado de "faxista", será porque na realidade respeito um estadista ou um modelo governativo que nos restituiu o respeito internacional, autonomia financeira, solvência, promoveu a educação baixando o nível de analfabetismo de mais de 80% para cerca de 20%, um modelo governativo que no seu decorrer nos levou ao 23º lugar no índice de desenvolvimento humano, um governo que melhorou substancialmente um sistema de saúde promovendo a construção de hospitais em quase todos os concelhos do país, um governo que promoveu a industria e agricultura como nunca havia sido feito até então como bem ficou patente na industria química, transformadora, naval bem como outras, em suma um país auto-suficiente, um país com um crescimento económico real de quase 10% ao ano, um país soberano sem divida externa, um país com 900 toneladas de ouro e 2 mil milhões de contos em divisas como reserva no BdP, então será por isso que sou atacado?


Pois agora temos o inverso, sou "faxista" por ser contra um sistema que delapidou a coisa pública, um sistema que nos levou à falência técnica, um sistema que regrediu este país em tudo aquilo que nos é essencial, saúde,educação, segurança, bem estar, e mais grave de tudo nos retira a esperança num futuro que se previa radioso, um futuro realmente de bem estar e paz social, talvez por isso eu deva mesmo ser o tal "faxista", pensem nisso, não seremos talvez todos "faxistas"?"


AS


As dez Leis Fundamentais da Economia


1. A primeira lei da economia diz que antes de consumir é preciso produzir. 

2. A segunda lei da economia diz que o consumo é o objectivo final da produção. 

3. A terceira lei da economia diz que não há nada grátis. 

4. A quarta lei da economia diz que o valor é subjectivo.

 5. A quinta lei da economia diz que sem poupança não há investimento e sem investimento não há acumulação de capital; sem acumulação de capital não há maior produtividade e sem mais produtividade não há aumento da renda. 

6. A sexta lei da economia diz que gastos são custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos. 

7. A sétima lei da economia diz que o dinheiro em si só não é riqueza, riqueza é poder de compra.

 8. A oitava lei da economia diz que o trabalho por si só não cria valor; para ter valor, um produto deve ter utilidade. 

9. A nona lei da economia diz que no capitalismo competitivo o lucro económico é o bónus extra que uma empresa ganha por ter corrigido os erros da alocação. 

10. A décima lei fundamental da economia diz que todas as leis genuínas da economia são puramente lógicas e, como tais, nem precisam ser verificadas nem podem ser empiricamente falsificadas.

Antony Mueller


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Quem foi o Fidel?

"Se Fidel Castro pudesse ter feito como queria, ele teria lançado as bombas nucleares estacionadas em sua ilha e sacrificado seu povo para "salvar" o socialismo, segundo novas pesquisas. 

Contudo, embora Castro não tenha entrado nos livros de história como o maior assassino em massa, conseguiu, no entanto, estabelecer um recorde como um dos maiores ladrões de todos os tempos. 

Roubar uma ilha inteira com sete milhões de pessoas não é uma façanha pequena. 

Não é surpresa que políticos de todo o mundo o admirem. Ele é visto como um ídolo. 

Muitos deles desejam também fazer o mesmo em seus próprios países."

Antony Mueller





domingo, 27 de novembro de 2016

Pontapés dialéticos

"Platão certamente expulsaria, a pontapés dialéticos, o jornalismo da República ideal."

Sidney Oliveira


O inferno também é multicultural

"No Inferno já se fala italiano, alemão, chinês, vietnamita, russo, árabe e romeno. Com a morte de Fidel Castro, vai falar espanhol. O inferno também é multicultural."

Alessandro Melo


terça-feira, 22 de novembro de 2016

O Passado e o Futuro

"Não se pode experimentar o passado, apenas aprender sobre ele; não se pode aprender sobre o futuro, mas só experimentá-lo."


Isto está tão fixe!

"Isto está tão fixe que a sinistra já reza para a Merkel ganhar as próximas eleições na Alemanha!"

Hahahaha!


JF


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O "Fassismo" em Portugal II

«(...) O fascismo foi um movimento de raiz socialista - Mussolini é homem da segunda Internacional Operária - que preconiza a revolução política e social no quadro da Nação, aproveitando, para empolgar o povo e lhe dar consciência da existência de interesses colectivos superiores aos interesse individuais, a força moral do patriotismo que levara os homens ao combate na guerra mundial sob as cores das respectivas bandeiras.
Para fazer face ao comunismo tal como se revelara na Rússia só um movimento animado de ideal igualmente forte e sedutor e que soubesse usar as mesmas armas dos bolchevistas. Só um Estado que, como o destinado a realizar a ditadura do proletariado, permitisse a concentração de poderes, a autoridade, o vigor necessários para pôr em prática uma ditadura nacional. Na ideia de Nação estão reunidas solidariamente as classes, que é preciso fazer colaborar na realização de tarefas superiores a interesses particulares, unindo-as na mesma missão de, cada qual a seu modo mas com idêntico propósito, servir à colectividade nacional.
A Rússia comunista vê, pois, erguer-se na Europa, sobre as ruínas da guerra, a Itália fascista: duas experiências de Estado totalitário com muitos pontos formais de contacto, mas animadas de espírito diferente.
O após-guerra e a crise económica facilitaram a difusão do comunismo nos vários países europeus: mas em todos eles os antigos combatentes e a juventude se sentem seduzidos pelo fascismo, que além de uma filosofia e de uma ideologia, soube criar todo um ambiente sedutor das imaginações: a milícia, a farda, os hinos, o espírito de luta, a camaradagem dos grupos, o sabor da aventura, a renúncia da mentalidade burguesa.
(...) Neste panorama de experiências, procurando aplicar fórmulas mais válidas para fazer frente aos problemas novos ou de dimensões ampliadas que o século XX começou a revelar no governo das Nações, surge o Estado Novo Português. Nem comunista, nem fascista. Procurando o equilíbrio entre o que o passado tivesse de aproveitável e as exigências imperiosas do futuro... Buscando uma vez mais e tendo presentes as circunstâncias dos tempos, conciliar "a liberdade possível com a autoridade necessária". Como eu dizia em 1934: "tudo o que o liberalismo teve de verdadeiramente bom e humano, nós o salvaremos!" Era o nosso desejo e a nossa esperança.
O Estado-Novo de Salazar com a sua básica preocupação de ordem nas finanças e de administrar o País como uma boa dona de casa, parecia pouco atractivo para as mentes juvenis. Onde nos outros países aparecia o ditador fardado e de botas altas, a comandar o seu povo com acenos de impetuosa energia, estava em Portugal, segundo a imagem célebre do sociólogo brasileiro, um homem calmo, de pantufas, sentado em alto mocho e dobrado sobre a escrivaninha na atitude clássica do guarda-livros escriturando incansável e meticulosamente as contas do Estado. À oratória inflamada dos comícios dos outros, correspondia a lição serena do nosso mestre-escola. As exaltações pagãs da força e do êxito eram em Portugal substituídas pelo culto do esforço útil, pelo incitamento ao trabalho, por apelos à razão, por invocações da moral e pela preocupação de justiça.
O surto fascista não deixou, porém, de impressionar a juventude portuguesa. Os novos que tinham acolhido alvoroçadamente a ideia de uma Revolução Nacional não se satisfaziam com aquela moderada ditadura administrativa.
Aproveitando a impaciência juvenil surgiu então o movimento chamado "Nacional Sindicalismo". Podia considerar-se uma derivante do Integralismo Lusitano que no seu programa dava ênfase à organização sindical e ao papel que ela devia desempenhar no Estado Monárquico. E foi um dos mais jovens membros da Junta Central do Integralismo, o Dr. Francisco Rolão Preto, quem tomou o comando da nova força revolucionária.
(...) Teve a esperança de desempenhar um papel político na Ditadura Militar, que se desvaneceu com a queda de Gomes da Costa. E foi dos que não levaram a bem o sucesso de Salazar e discordaram dos seus métodos serenos e reflectidos.
Ao despontar entre a juventude, com impressionante espontaneidade, o Nacional-Sindicalismo, logo aproveitou a onda e ei-lo de camisa verde, com cinturão e talabarte, armado em condottiere a fazer discursos inflamados com muita demagogia à mistura.
Não há dúvida de que nos anos de 1932 e 1933 o Nacional-Sindicalismo se propagou como um rastilho a arder, sobretudo entre a mocidade das universidades e dos liceus. A sua doutrina e o estilo que preconizava tinham vibração revolucionária e eram traduzidos em slogans de fácil expansão, como aquele que ficou célebre: "É preciso que os ricos sejam menos ricos para que os pobres fiquem menos pobres".
Muitos espíritos perturbados pelo comunismo e por outras ideologias então dominantes na República Espanhola encontram nesse movimento um sucedâneo que satisfaz as suas ansiedades e inquietações. Multiplicam-se concentrações, comícios, desfiles marciais. E muitos dos mais dedicados amigos de Salazar não resistem ao fascínio dessa nova corrente que tem as simpatias juvenis e se manifesta numa imprensa viva e combativa onde alguns estudantes de talento terçam as primeiras armas do jornalismo em que mais tarde se iriam revelar mestres: foi o caso de António Lepierre Tinoco, o futuro fundador do Diário Popular.
Sendo como era o Nacional-Sindicalismo a facção mais dinâmica de entre as que apoiavam a nova ordem de coisas e contando como contava com numerosas simpatias entre os tenentes que a defendiam, tudo parecia indicar que a Ditadura portuguesa, em 1933, iria adoptar rumo semelhante ao Fascismo Italiano.
Salazar, porém, permanece sereno e firme. Considera o movimento um desvio ideológico. Não transige com ele. Indiferente ao procedimento e às opiniões dos amigos que vão na corrente, Salazar recusa-se a aceitar a legitimidade do Nacional-Sindicalismo, até mesmo sob a sua chefia, como lhe foi oferecido. E em face da sua atitude o movimento começa a desagregar-se, cinde-se e acabará por se extinguir, deixando em muitos dos seus sequazes um rasto de mágoa e ressentimento, enquanto outros vieram a ser fiéis colaboradores do regime.
(...) Salazar, efectivamente, resistiu sempre a aceitar o totalitarismo de Estado: toda a Constituição de 1933, onde se proclama a limitação da soberania pela Moral e pelo Direito, está cheia das afirmações dos direitos, não só individuais como da família, das corporações morais, culturais e económicas, das próprias instituições locais. E se transigiu com certas manifestações exteriores do estilo fascista foi num ambiente internacional em que sob um signo ou outro, elas eram práticas correntes. Ao lado, na República Espanhola, os comícios da frente popular, como já também sucedia na França, mostravam multidões erguendo os braços com os punhos cerrados e não admira por isso que os das frentes nacionais lhes opusessem a saudação romana com as mãos abertas e estendidas. A guerra civil no país irmão encheu de angústia os portugueses com as notícias das barbaridades cometidas e a tensão criada pela marcha das operações em que de ambos os lados os homens de batiam com fé e valentia mas com crueldade. A proximidade do perigo desperta as vontades e cria a preocupação da resistência: surge, como fruto de uma ansiedade geral após a tentativa de sublevação nos barcos de guerra, a Legião Portuguesa que arregimenta os anticomunistas dispostos a colaborar com o Estado na defesa do regime. Mas a Legião nunca teve o carácter de tropa de um partido e, desde o início, enquadrada por oficiais das Forças Armadas, ficou vinculada ao Estado, como organização de defesa civil e força de segunda linha de que as autoridades militares podiam dispor.
A guerra mundial virá acentuar este carácter e dar às formações legionárias maior relevo e importância na preparação da população civil contra qualquer ataque de surpresa, por terra ou pelo ar. E ao mesmo tempo ligou-as ainda mais às Forças Armadas».
Marcello Caetano («Minhas Memórias de Salazar»).


O "Fassismo" em Portugal I

«Este livro [Minhas Memórias de Salazar] nasceu da revolta que me causou a revoada de infâmias disparada em Portugal e no estrangeiro acerca de Salazar após a revolução de 25 de Abril de 1974.
Não houve jornalista da esquerda (e os que o não eram calaram-se...) que não aproveitasse para denegrir Salazar falando sem conhecimento de causa mas repetindo invariavelmente os lugares-comuns postos a correr sobre ele na base da falsidade e da calúnia. O homem barrara durante quarenta anos o avanço do comunismo, não se conformara com abandonar as províncias do Ultramar português ao primeiro empurrão dos que as queriam transformar (como depois sucedeu) em trampolins de assalto ao chamado "Mundo ocidental", persistitu em sobrepor os interesses reais do povo que governava ao culto das abstracções ideológicas que vão infelicitando a Humanidade... Daí as iras, os ódios, os histerismos, as perfídias, os insultos que a sua figura e a sua acção provocaram em certos meios cada vez mais preponderantes na opinião que se publica.
Na crise de carácter em que soçobrou a sociedade portuguesa após o 25 de Abril de 1974 viu-se um espectáculo que, embora falho de ineditismo na História, não deixou de ser espantoso. Amigos da véspera apressaram-se a negar relações com os vencidos explicando a gaguejar que os contactos havidos tinham ocorrido mau grado deles, sem simpatia pelos chefes nem adesão às suas ideias. Discípulos fidelíssimos de outrora recusaram com vigor quaisquer vinculações aos que diziam antes serem seus mestres. Pessoas favorecidas por Salazar (que as houve e em grande número) clamaram contra a memória do benfeitor, declarando que tinha menosprezado méritos e serviços concedendo-lhes menos do que pretendiam, vítimas assim de tratamento injusto... Ninguém se atreveu - no ambiente das "mais amplas liberdades" em que toda a tolerância pelas ideias contrárias desapareceu - a arriscar uma palavra de tímida justiça no meio da torrente de odiosas mentiras jorrada sobre a memória do grande homem. Até para criticar os desmandos do presente era preciso começar por injuriar o passado. E ao verem o leão, não já moribundo, mas morto e bem morto, acorreram de toda a parte asnos, alguns que dantes orneavam de gozo ao receberem um complacente olhar dele, para despedirem seu par de coices bem puxado no inerte cadáver abandonado.
Fui amigo de Salazar e seu colaborador durante muitos anos. Num convívio tão demorado, com períodos de estreita colaboração, tivemos por vezes naturalíssimas divergências que não oculto, mas que por ele foram sempre aceites com tolerância e que mesmo quando o meu feitio assomadiço dos tempos da juventude lhe davam feição conflituosa nunca o levaram a atitudes radicais. O exemplo das nossas relações parece-me bem demonstrativo da personalidade de Salazar e por isso julgo útil dá-lo a conhecer sem ocultar aspectos que numa apologia talvez devessem ser silenciados. Porque o meu intento é revelar o homem tal como foi ou eu o vi e que, como todas as fraquezas inerentes à condição humana, é muito melhor do que surge na imagem deformada pelo ódio vesgo dos inimigos ou que a falta de informação das novas gerações e dos estrangeiros construiu sobre os lugares-comuns de uma campanha adversa.
Procuro também mostrar o estadista no seu tempo, inserido nas circunstâncias históricas a que teve de fazer face e rodeado pelos homens que com ele colaboraram e que seguiram, melhor ou pior, o seu pensamento e a sua acção ou para qualquer destas contribuíram.
Nesse pensamento e nessa acção houve traços essenciais de doutrina e posições condicionadas pelas conjunturas em que tinham de se definir. Estas têm de ser avaliadas historicamente em função dos acontecimentos e oportunidades em que foram adoptadas. Mas aquilo a que chamei "pensamento essencial" constitui matéria de Filosofia Política e a sua validade não depende do tempo nem dos lugares. Os homens de hoje fariam bem em meditá-lo.
Porque começa a ser tempo de conhecer e de tentar compreender Salazar e a sua época antes de julgá-los. Por esse mundo criou-se a lenda do "ditador Salazar". E ao acoimar-se o governante português de ditador, logo aos olhos de muita gente com o cérebro lavado por uma propaganda insistente surge a imagem do tirano, indiferente às leis, absorvente de todos os poderes, espezinhador de todos os direitos, dispondo com arbítrio e arrogância de tudo e de todos numa constante afirmação de posso, quero e mando.
Assim se criou ao seu governo a reputação de um regime sinistro, sufocando o País onde as pessoas viviam oprimidas nos seus anseios, vigiadas nos seus passos, ameaçadas nos seus actos, amordaçadas na expressão dos seus sentimentos e opiniões, sujeitas a prisão por dá cá aquela palha com o risco de serem torturadas por uma polícia cruel.
Como era diferente a realidade! Poucos períodos da histórica política portuguesa decorreram sob tão grande preocupação da legalidade por parte dos governantes como os da vigência da Constituição de 1933. A experiência anterior demonstrara a tendência dos portugueses para confundirem liberdade com anarquia e a facilidade com que a vontade da maioria era manipulada por pequenos grupos e facções partidárias. Em 1926 existia um profundo e vigoroso anseio nacional de modificação das instituições e dos costumes governativos. E aceitava-se como verdade apodíctica que seria necessário limitar o exercício de algumas liberdades públicas interessando directamente a poucos para garantir a plenitude do gozo das outras que a generalidade das pessoas queria possuir e até aí não tinha. Porque destas dependia a segurança individual, a possibilidade do trabalho fecundo, o progresso real do País, a efectiva convivência cívica, a almejada paz social. E tudo isto Salazar garantiu durante quase meio século, com serenidade e com prudência, à sombra das leis e com o regular funcionamento das instituições, usando embora da autoridade.
Teria havido abusos da parte dos agentes da autoridade? Decerto que sim. Não conheço, porém, país ou regime que, no decorrer dos quarenta anos cobertos pelo governo de Salazar, anos de guerras quentes e frias, de revoluções, revoltas, conspirações e subversões, possa gabar-se de não ter conhecido abusos, e grandes, da autoridade ou da liberdade. Sim, também desmandos de liberdade, com avultada conta de vítimas e sequelas trágicas, como os da República espanhola - para não falar nas violências cometidas após a libertação de França ou com a queda do fascismo na Itália. O que se instaurou foi uma jurisprudência que perdoa e aplaude tudo quanto se passa desde que favoreça o que se julga ser a marcha progressista da História e condena em altos gritos, rasgando as vestes imaculadas da humanidade ofendida, aquilo que seja considerado ao arrepio do que convém.
Se não fosse o largo consenso em que se fundava o regime da Constituição de 1933, acaso teria sido possível mantê-lo durante quase meio século num pequeno País do extremo ocidente europeu, constantemente aberto à devassa indiscreta de todo o mundo e sujeito à influência das crises exteriores?
Quando após o 25 de Abril o atrevimento comunista quis impor-se ao País, o povo português soube repelir energicamente o totalitarismo marxista, mostrando com clareza que sabia o que queria. E era o mesmo povo que por diversas formas, incluindo o sufrágio livremente exercido, apoiara antes o regime cujo governo concebia a política como instrumento ao serviço do bem-estar da colectividade e não como jogo de egoísmos malabaristas em que, à sombra de bandeiras ideológicas alistadas em conluios internacionais, os partidos joguem aos dados as ambições de poderio.
Trata-se de um passado próximo. Mas que importa recordar, explicar, revivendo factos, ressuscitando personalidades, rectificando versões falsas ou tendenciosas. Porque esse passado está esquecido por muitos, é ignorado pela gente nova e está desfigurado, deturpado e vilipendiado pelo ódio de alguns».
Marcello Caetano («Minhas Memórias de Salazar»).

sábado, 19 de novembro de 2016

O membro da Elite

"O membro de elite tem que ser uma pessoa consciente de que a moralidade é uma característica indispensável da verdadeira elite e que se a elite perde o sentido de moralidade, renuncia à missão de ser o freio de todas as formas de imoralidade.

Dr. Plínio Corrêa de Oliveira




terça-feira, 15 de novembro de 2016

O Poder

"Não aspirar ao poder como a um direito, mas aceitá-lo e exercê-lo como um dever; considerar o Estado enquanto representante de Deus para o bem-comum e obedecer, de todo o coração, àquele que foi investido com autoridade; não se esquecer, quando alguém manda, em nome de qual justiça está a fazê-lo e não se esquecer, quando alguém obedece, a virtude sacra daquele que manda. 
É o poder, livre de qualquer ambição, de obstáculos inoportunos, de revoluções perigosas; é a livre autoridade e o respeito daqueles sobre os quais ela é exercida; é a lei humana enobrecida pela justiça, pelo poder limitado pela lei de Deus e pelos direitos da consciência; é a ordem assegurada pela obediência das almas."

António de Oliveira Salazar

Conferência proferida no 1º Congresso Eucarístico Nacional, 4 de Julho de 1924.


Uma chapada de luva branca para os jornalistas



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Um mundo sem muros






Se queres um mundo sem muros começa por dar o exemplo: 

Derruba o muro da tua casa e dorme de porta aberta.

RG

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ganhou!


A América Tradicionalista venceu  a América Globalista.



sábado, 29 de outubro de 2016

Sendo politicamente correcto



Quem estuda e medita sobre a História

"Quem estuda e medita sobre a História pode viver, em uma vida só, a vida inteira da Humanidade."

RGK


domingo, 16 de outubro de 2016

A República dos Sonhos



A república dos soños

O Couto Mixto foi unha “terra de ninguén” durante moitos anos. Os seus habitantes podían elixir a súa nacionalidade e dispoñían de privilexios como a liberdade de comercio. As leis que rexían este espazo tan singular gardábanse nun cofre baixo a custodia de tres chaves que estaban en mans de tres veciños das tres aldeas que conformaban o Couto Mixto.

No ano 1868, a través do acordo de fonteiras entre España e Portugal extínguiase o Couto Mixto e as tres aldeas pasaban a formar parte dos terreos españois. Ao mesmo tempo que desaparecía o Couto Mixto, tamén o facían os seus privilexios. O comercio complicouse e surxiron rutas clandestinas de contrabando e a presenza de bandoleiros pola zona encheron o imaxinario do lugar con lendas e contos onde se narran as súas feitorías.

Na actualidade o Couto Mixto é unha zona abandoada a súa sorte, a falta de comunicacións, a escasez de emprego atractivo para a xente nova fai que esta zona sufra a pandemia que sufre o rural galego e portugués: o abandono do rural polos grandes núcleos urbáns, o envellecemento da súa poboación e a falta de relevo xeracional.


Ver também: Um modelo de sucesso governativo





sábado, 15 de outubro de 2016

Coincidência ou não

"Coincidência ou não, a paz, a literatura e a economia eram bem melhores antes de Alfred Nobel."

DM


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quem, em sã consciência, dispararia algum tiro agora?


Agora está todo mundo dizendo que haverá uma terceira guerra mundial e que o Putin está preparando para pôr o bilau na mesa.

É sério? Mas para que?

Se a Hilary é eleita, e há chances reais de que isso ocorra, a Rússia está na melhor posição desde o início da guerra fria.

Qualquer pessoa que foi minimamente educada sabe quem é que saiu vitorioso com o "término" da guerra fria. Quem é que ganhou as coisas quando os muros alemães foram removidos.

Porque é que diabos o Putin jogaria tudo isso para o alto?

São 50 anos de ocupação, de desinformação, de domínio cultural e literário, académico, do politicamente correto, do bom mocismo racial e da confusão generalizada com questões de género e familiares.

O que a China e a Rússia precisam é apenas se sentarem e aguardarem mais cinco ou seis gerações e está tudo acabado.

Quem, em sã consciência, dispararia algum tiro agora?

IC


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A maior desgraça da democracia

"A maior desgraça da democracia, é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade."
Nelson Rodrigues

sábado, 1 de outubro de 2016

Certa ou Louca?

"A teologia está certa quando parece louca; louca a política quando parece certa"
Agostinho da Silva




A Constituição Imperial Brasileira de 1824





A Constituição Imperial Brasileira de 1824 não reconhecia a hereditariedade dos títulos e privilégios de nobreza, que se transmitem à descendência. Reconhecia apenas os títulos e privilégios concedidos ao valor individual, pois já estava infectada pelo liberalismo. 
Algo que, como explica Plinio Corrêa de Oliveira, prejudicou a formação, o fortalecimento e a perpetuação de uma classe nobre no sentido pleno da palavra, para prejuízo do país e da própria monarquia.
''A Constituição Imperial Brasileira de 1824 não reconhecia privilégios de nascimento: 'Ficam abolidos todos os privilégios que não forem julgados essencial e inteiramente ligados aos cargos por utilidade pública' (Constituição Política do Império do Brasil, artº 179, nº XVI). Este dispositivo da nossa primeira Constituição Imperial trazia como consequência o não reconhecimento da hereditariedade dos títulos de Nobreza, outorgados pelo Imperador. Reflectia tal dispositivo a influência do individualismo e do liberalismo, a qual soprou, na Europa como na América, ao longo de todo o século XIX, e que ainda nos nossos dias se mostra presente em muitas instituições, leis e costumes. A ideia era de que o título de nobreza só seria compatível com os progressos daqueles tempos se premiasse méritos individuais. Os méritos dos antepassados de nenhum modo deveriam beneficiar os descendentes respectivos. (...)
Bem se vê que títulos concedidos apenas aos agraciados, com exclusão da descendência, não poderiam dar origem a uma classe social no sentido estrito da palavra. Pois esta última só tem a normalidade das suas condições de existência, quando constituída de famílias e não de meros indivíduos.''
Plinio Corrêa de Oliveira. ''Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana''. Livraria Civilização Editora, 1993, Parte II, pp., 34-35

FL


terça-feira, 20 de setembro de 2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A formação do Brasil


''O Brasil formou-se, despreocupados os seus colonizadores da unidade ou pureza de raça. Durante quase todo o século XVI a Colônia esteve escancarada a estrangeiros, só importando às autoridades coloniais que fossem de Fé ou Religião católica. Handelmann notou que para ser admitido como colono do Brasil no século XVI a principal exigência era professar a religião cristã: 'somente cristãos' -- e em Portugal isso queria dizer católicos -- 'podiam adquirir sesmarias'...
Através de certas épocas coloniais observou-se a prática de ir um frade a bordo de todo navio que chegasse a porto brasileiro, a fim de examinar a consciência, a Fé, a religião do adventício. O que barrava então o imigrante era a heterodoxia; a mancha de herege na alma e não a mongólica no corpo. Do que se fazia questão era da saúde religiosa... O frade ia a bordo indagar da ortodoxia do indivíduo como hoje se indaga da sua doença e da sua raça... O português esquece raça e considera ser igual aquele que tem religião igual à que professa.
Essa solidariedade manteve-se entre nós esplendidamente através de toda a nossa formação colonial, reunindo-nos contra os calvinistas franceses, contra os reformados holandeses, contra os protestantes ingleses. Daí ser tão difícil, na verdade, separar o brasileiro do católico: o catolicismo foi realmente o cimento da nossa unidade.''

Gilberto Freyre. ''Casa-Grande & Senzala''. Edit. José Olympio, São Paulo, 1946, pp., 121-123

FL


sábado, 17 de setembro de 2016

O espírito de partido


«... Em numerosos países, e em Portugal sem dúvida, a noção, o espírito, a finalidade dos partidos corromperam-se e as agremiações partidárias converteram-se em clientelas, sucessiva ou conjuntamente alimentadas pelo Tesouro. Findo o período romântico, ou até antes disso, que se segue às revoluções ditas liberais do começo do século XIX e em que os debates parlamentares revelavam com erudição e eloquência preferência pelas grandes aspirações nacionais, a realização partidarista começou a envilecer-se. 
Duvido se alguma vez representou o que se esperava; desde os meados do século passado até 1926 - em monarquia e em república - a vida partidária tem seus altos e baixos mas deixa de corresponder aos interesses políticos e distancia-se cada vez mais do interesse nacional. A fusão ou desagregação de partidos, as combinações políticas são fruto de conflitos e de paixões, compromissos entre facções concorrentes, mas nada têm que ver com o País e os seus problemas.
Aqui e além tenta-se regulamentar, moralizar, constitucionalizar a vida partidária. Tudo embalde. Um partido, vários partidos dispõem do poder - são governo; mas não se encontra, como poderia supor-se, relação concreta nem entre os actos de governo e os programas partidários nem entre os programas e as exigências da Nação. Nós chegámos aos últimos extremos na república parlamentar com 52 governos em menos de 16 anos de regime.
A única conclusão possível é que a fórmula partidária faliu e de tal modo que apregoá-la como solução para o problema político português não oferece o mínimo de base experimental que permita admiti-la à discussão. Mas pode ir-se mais longe e invocar para contra-prova a experiência de mais de vinte anos de política sem partidos, de política nacional simplesmente.
O espírito de partido corrompe ou desvirtua o poder, deforma a visão dos problemas de governo, sacrifica a ordem natural das soluções, sobrepõe-se ao interesse nacional, dificulta, se não impede completamente, a utilização dos valores nacionais para o bem comum. Este aspecto é para mim dos mais graves».

Oliveira Salazar («O Meu Depoimento», Discurso de S. Ex.ª o Presidente do Conselho, na Sessão Inaugural da II Conferência da União Nacional, no Porto, em 7 de Janeiro de 1949).


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A censura prévia

"Uma das melhores características do regime salazarista em Portugal foi a existência da Censura Prévia. Graças a esta Portugal manteve-se longe da subversão comunista, afastou gramscinianos, cortou indecências e manteve a sua ordem pública. Infelizmente, os comunistas e outras pessoas de ideologias subversivas ousaram acabar com esta. E, por isso, estamos onde estamos. Com manuais escolares comunistas, jornais impregnados de valores do marxismo cultural, publicidades relativistas e indecência."

DT




Tempos de farsa na Civilização Ocidental

"Finalmente, a democracia entrou na sua fase de farsa."

Antony Mueller




Fim-de-Semana com o Morto



sábado, 10 de setembro de 2016

Extinguir Comandos

Acabado de ler na capa do Expresso:
"Governo admite extinguir Comandos".
Há 41 anos que o PCP os tem atravessados na garganta. Em 25 de Novembro de há 41 anos foram os Comandos que nos safaram de nos tornarmos uma Albânia, foram os Comandos que travaram o totalitarismo comunista, o PCP tem memória não perdoa nem esquece. À custa do Alguidar de Banha tem aqui a oportunidade de repor a "verdade histórica". É desta que vamos ver se temos Generais a sério e um CMDT Supremo das FA? Cheira-me que não.

HF