terça-feira, 17 de outubro de 2017

A grande reforma da floresta

                                                     

                                                
                                                                       "A grande reforma da floresta está feita!

                                                                        Fodeu-se a floresta toda!

                                                                        Pró ano há mais reforma, no verão."

                                                                       JF

                                                        

A mensagem do catavento


"Que dizer dum país onde o Presidente da República aguarda pelo intervalo dum jogo de futebol para falar ao país?"

AM


A Missão de Portugal na formação do Brasil





* Ambos documentários possuem algumas imprecisões históricas e opiniões de cariz dúbio.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Por lá e por cá II

Milhares nas ruas após quatro mortes na Galiza





Por cá


???





Por lá e por cá

Espanha pede que ninguém actue por sua conta nos incêndios










Precisa de psicanálise

"Uma República que quatro meses depois consente que a Protecção Civil permaneça incólume não precisa de eleições, precisa de psicanálise."

EAV


As liberdades ilimitadas




A Casa do Guarda Florestal




"As liberdades ilimitadas destroem-se a si próprias."

António Oliveira Salazar



domingo, 15 de outubro de 2017

O massacre dos Calvinistas

"O Nordeste terá 30 novos santos a partir deste domingo (15). A canonização foi aprovada em março pelo papa Francisco. Os beatos foram massacrados em 1645 nas localidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, durante a ocupação holandesa do Nordeste, por se negarem a abjurar da fé católica e aderir ao calvinismo, religião dos invasores. Os futuros santos serão André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro sacerdotes diocesanos, Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos.

Os 30 brasileiros foram beatificados em março de 2000 por João Paulo II. O cardeal d. Cláudio Hummes, que foi arcebispo de Fortaleza, ajudou a levar adiante a causa dos mártires e, no ano passado, confidenciou a d. Jaime que Francisco estava interessado na canonização.

Foram dois massacres colectivos: o primeiro em 15 de julho, em Cunhaú, atualmente município de Canguretama, e o segundo em 3 de outubro, em Uruaçu, hoje município de São Gonçalo do Amarante. Segundo relatos da época, mais de 70 pessoas foram assassinadas, mas a Congregação para as Causas dos Santos reconhece apenas o martírio daqueles cujos nomes são conhecidos. Na cerimónia de beatificação, João Paulo II chamou os novos beatos de protomártires e disse que eles eram exemplos e defensores da fé cristã.
Os massacres foram executados por índios tapuias e soldados holandeses, sob comando de Jacob Rabbi, um alemão a serviço da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas. As vítimas foram mortas em um domingo, durante a missa celebrada pelo padre Ambrósio Ferro. Após a consagração da hóstia e do vinho, a tropa holandesa trancou as portas da igreja e, após um sinal de Rabbi, os índios chacinaram os fiéis.
Com a notícia das atrocidades em Cunhaú, o medo se espalhou pelo Rio Grande do Norte e capitanias vizinhas. Com razão. Outra vez sob as ordens de Jacob Rabbi, um grupo de dezenas de pessoas, entre as quais o padre André de Soveral, foi massacrado. Além dos padres André de Sandoval e Ambrósio Ferro, foram mortos os leigos Mateus Moreira e seus 27 companheiros que serão transformados em santos. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
Emissários do governo holandês enviados para investigar os massacres constataram a prática de violência, atrocidade e crueldade. Cronistas da época relatam que em Uruçu a crueldade foi maior. Os índios e a tropa holandesa fecharam as portas da igreja e mataram os católicos ferozmente. Arrancaram línguas, deceparam braços e pernas, cortaram crianças ao meio e degolaram corpos. A história dos massacres foi pesquisada na Torre do Tombo, em Portugal, e no Museu de Ajax, na Holanda. Segundo documentos levantados, os holandeses ofereceram aos católicos a opção de salvar a vida, se eles se convertessem ao calvinismo."



Fonte: aqui


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A Tradição Ibérica



Las Casas de Tordesillas.

Local onde foram discutidos e acordados os termos de um Tratado que lançou os Iberos na mais fantástica Epopeia Cristã.


Like a Virgin

"A Madonna devia ler a acusação do Processo Marquês para perceber como se arranja casa em Portugal."

RR


A soberania é exercida pelo povo


sábado, 7 de outubro de 2017

A unidade da Espanha

"A unidade da Espanha nunca se fundou em língua ou costumes mas na fé. Foi a fé que uniu os reis de Castela, Navarra, Aragão, Leão num só país. Falar de "identidade catalã" não faz o mínimo sentido pois isso nunca existiu. A raiz catalã é a reconquista e a luta contra o muçulmano. A raiz catalã são os combatentes aragoneses que se uniram a Castela na empresa naval, missionária e colonial na América. Engraçado que a retórica anti-hispânica dos catalães teve origem na lenda negra sobre Castela criada pelos protestantes do século 16-17 e pelos italianos que odiavam o fato de os reis aragoneses terem influência sobre o Reino de Nápoles. Quer dizer, ela se embala numa ideologia estrangeira que tem origens anti-catalãs inclusive."

RQ




sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Futuro Distópico

"Futuro Distópico. Um mundo com 300 a 500 Estados nacionais modernos. E 5 a 10 Megacorporações capitalistas."


RM


A moda de atacar estátuas também já chegou a Portugal

Segundo nos conta o Jornal oficioso das esquerdopatias (mas altamente patrocinado por um Merceeiro Ultra-Capitalista) uma milícia de "neo-nazis" fizerem de escudo humano para defender a estátua de um suposto "esclavagista selectivo".

Coitadinhos desses seres pós-modernistas que foram impedidos de fazer poesia e reescrever a história.


As teses do Pedro Arroja no seu blog que pareciam a muitos como loucas e improváveis a cada dia que passa fazem cada vez mais sentido...






quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O Estado Sucial

O Estado Sucial que substituiu há 43 anos o Estado Novo criou uma dívida de 250 mil milhões de euros and counting ou mais de 130% do PIB. O Estado Novo em 48 anos, depois de uma guerra colonial de 13 anos, criou uma dívida de 13,6% do PIB isto é 10 vezes menor em termos relativos.





terça-feira, 3 de outubro de 2017

sábado, 30 de setembro de 2017

A Catalunha


A isto:

El multimillonario George Soros financia el independentismo catalán



Responde-se com Isto:






Sou por princípio contra o centralismo, defendo o municipalismo e o regionalismo mas quando é de carácter sadio, espontâneo e em acordo com a tradição.

 Atendendo a todas as vicissitudes sócio-económicas e demais canalhices que temos nesta era moderna parece-me que estamos perante uma jogada de regressão civilizacional.

Como tal, Arriba España!





sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O fim do império Americano

 "Os Estados Unidos derrubaram a União Soviética por uma corrida aos gastos de defesa, agora os chineses estão a fazer o mesmo com os Estados Unidos."




As Universidades e o 3º Mundo

Quem provocou mais danos aos países do Terceiro Mundo:  O colonialismo ou as universidades onde os novos líderes estudaram após o fim do colonialismo?



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A verdade e a Universidade

"A verdade continua a existir sem a universidade, mas a universidade não continuará a existir sem a verdade."


AM


O humanitarismo

Esqueçam a ideia de "socialismo" versus "liberalismo". 

O mundo vindouro não será nem socialista nem liberal, mas será fruto de um grande entendimento entre ambos: o humanitarismo. 

Acima dos estados ou ideologias irá surgir o o humanitarismo como ideia absoluta, como metafísica.

Em nome do humanitarismo o estado será ampliado ou diminuído, o socialismo estabelecido ou criticado, o liberalismo rejeitado ou apoiado. 

A raiz do processo que nos atinge agora é o Humanitarismo como nova religião, como novo poder espiritual. E fiador dessa nova religião é o Grande Arquitecto do Universo, a Maçonaria.


RQ


domingo, 24 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A Alta Cultrura

"A alta cultura desapareceu  do ocidente. E não foi o "marxismo cultural" o culpado: bem antes dele... o cinema americano, a música americana, a literatura americana, já havia nos legado a decadência reduzindo arte e conhecimento ao seu aspecto prático: música/literatura/artes plásticas passaram a ser avaliadas pelo critério das massas consumidoras - o que vende mais é melhor - e conhecimento pelo critério técnico - o saber mais valioso é que o produz mais riqueza. Não haveria marxismo cultural - a sujeição da cultura a fins práticos/políticos/revolucionários - se antes a cultura já não tivesse sido transformada num mero meio para a obtenção do bem estar material." 

RQ




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Notícias Multiculturais


Lidl elimina cruz de igreja no Photoshop para ser “religiosamente neutra”





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🆘⁉️😬🔥 Just a question 4 supermarket chain , where are the Christian-Orthodox crosses on the can "Meatballs with tomato sauce" remained?




E o Carnaval continua em grande na Europa...



domingo, 6 de agosto de 2017

Há mortos que não morrem

Quando se tem vivido uma vida já longa, e, sobre longa, intensa, de trabalhos, de fadigas, de inquietações, até de sonhos, o caminho que percorremos fica ladeado de numerosas cruzes – as cruzes dos nossos mortos. E se essa vida foi sobretudo colaboração íntima, soma de esforços comuns, inteiro dom das qualidades nobres da alma, eles não ficam para trás: continuam caminhando a nosso lado, graves e doces como entes tutelares, purificados pelo sacrifício da vida, despidos da jaça da terra, sublimados na serenidade augusta da morte. Na verdade, há mortos que não morrem...

António de Oliveira Salazar in «Discursos e Notas Políticas».


quinta-feira, 20 de julho de 2017

A imposição da democracia (Liberté, Égalité, Fraternité) II

Aristóteles explica a revolução francesa:
1- Causa material da revolução: ideias iluministas.
2- Causa formal: a destruição da velha ordem fundada no direito divino e o nascimento da nova ordem fundada nos direitos humanos.
3- Causa eficiente: franco maçonaria.
4- Causa final: a república universal.

RQ


terça-feira, 18 de julho de 2017

O racismo em Portugal



A imposição da democracia (Liberté, Égalité, Fraternité)



Antes de serem executadas ajoelharam-se e cantaram o hino Veni Creator, após o que todas renovaram em voz alta os seus compromissos do baptismo e os votos religiosos. A execução teve início com a noviça e por último foi executada a Madre Superiora 'Madeleine-Claudine Ledoine (Madre Teresa de Santo Agostinho) (Paris, 22 de setembro de 1752), professa em 16 ou 17 de maio de 1775. Durante as execuções reinou absoluto silêncio. Seus corpos foram sepultados num profundo poço de areia em um cemitério em Picpus. Como neste areal foram enterrados 1298 vítimas da Revolução, é pouco provável a recuperação de suas relíquias. Foram solenemente beatificadas em 27 de maio de 1906 pelo Papa São Pio X.

O Papa João Paulo I sobre elas disse: Durante o processo ouviu-se a condenação: 
"À morte por fanatismo". E uma, na sua simplicidade, perguntou: — "Senhor Juiz, se faz favor, que quer dizer fanatismo?". Responde o juiz: — É pertencerdes tolamente à religião". — "Oh, irmãs!" — disse então a religiosa — "ouvistes, condenam-nos pelo nosso apego à fé. Que felicidade morrer por Jesus Cristo!". Fizeram-nas sair da prisão da Conciergerie, meteram-nas na carreta fatal e elas, pelo caminho, foram cantando hinos religiosos; chegando ao palco da guilhotina, uma atrás doutra ajoelharam-se diante da Prioresa e renovaram o voto de obediência. Depois entoaram o "Veni Creator"; o canto foi-se tornando, porém, cada vez mais débil, à medida que iam caindo, uma a uma, na guilhotina, as cabeças das pobres irmãs. Ficou para o fim a Prioresa, Irmã Teresa de Santo Agostinho; e as suas últimas palavras foram estas: "O amor sempre vencerá, o amor tudo pode". Eis a palavra exacta: não é a violência que tudo pode, é o amor que tudo pode."

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A fezada democrática


Precisamos de Governantes, Não de Políticos

10 Julho, 2017
Esta miserável prestação governativa dura há décadas. Uns melhores, outros piores, outros desgraçadamente péssimos,  tornaram um país com contas equilibradas, sem dívidas, grandes reservas de ouro e com crescimento sustentado, num país pobre, muito pobre, endividado e pré-falido, depois de já ter conhecido 3 bancarrotas. TRÊS!! A política matou a democracia, matou a liberdade, destruiu a nação que agora vive de caridade externa que mete dó, penhorou um povo por tempo indeterminado que carregou e continua a carregar com impostos severos em troco de quase nada. Porque fazer política não é governar. Se fosse, com os recursos que temos, e quantidade infinita de políticos, estaríamos hoje acima da Suiça.
Há 43 anos que  somos desgovernados em nome de uma suposta conquista da liberdade. Os objectivos de quem ocupou e ocupa as cadeiras do Parlamento centraram-se sempre nos interesses do poder instalado a que se juntou com o tempo, outros grupos económicos. Todos andaram a governar-se não deixando que nada faltasse às suas vidinhasempresas (através da CGD), familiares e amigos. Quem tentou governar, foi eliminado ou manietado pelo sistema. Nunca foi possível repor a ordem num país claramente tomado pelas oligarquias. O polvo foi criado e fizeram-no crescer para que jamais fosse possível reverter o poder instalado. Tornaram-nos prisioneiros do sistema que se alimenta de nós, povo, para crescer. Somos reféns.
Os políticos não governam. Fazem política. Discursam. Defendem ideologias. Fazem palestras. Fazem congressos. Atacam-se mutuamente. Posam para a fotografia. Mentem. Inventam. Iludem. Políticos falam mais do que fazem. Potenciam o crescimento descomunal o Estado para garantir o máximo de votos que os mantenha no poder. Fazem Focus Group à popularidade. Manipulam a comunicação social para limpar opiniões divergentes que os ponham em causa. Fazem uma propaganda cerrada de culto ao líder para lavar cerebralmente os incautos controlando-lhes o pensamento. Oprimem, ridicularizam e tentam silenciar vozes discordantes. Ameaçam quem se opõe. Tentam amedrontar para impedir manifestações. Reagem com violência a quem  lhes faz frente. Apostam na estupidificação em massa do ensino para ser mais fácil manipular pessoas. Não estão nos cargos de poder para servir as populações mas sim para se servirem delas. Por isso, quando há problemas, vão de férias, assobiam pró lado, desaparecem. Fazem tudo para incriminar outros mas nunca, nunca assumem nada. Porque de facto nada fazem nem fizeram. Apenas ocuparam os lugares para se orientarem.
Os governantes, são pessoas que assumem a governação como uma missão. Impõem objectivos claros que cumprem dentro dos prazos estipulados. Não dormem em serviço. Sabem o que têm de fazer para que tudo funcione na perfeição. Rodeiam-se dos melhores, não de amigos, dentro de todas as áreas cruciais. E exigem. Sabem que tostão é milhão e a poupança começa nas pequenas despesas. Não facilitam. Estão atentos. Auditam tudo porque sabem que é fundamental estar informado para ter o controle. Que nada funciona sem organização e chefia competente atenta. Impõem transparência e dão o exemplo.  PRESTAM CONTAS DO QUE FAZEM. Vão ao terreno as vezes que são necessárias para se inteirarem “in loco” das necessidades de cada instituição a seu cargo. NUNCA viram as costas a um problema. Nem deixam de assumir responsabilidades. NUNCA se ausentam no meio do caos. Sabem que o país depende deles e só pode ser próspero se tiver umas boas  finanças. E essas resultam de uma boa gestão e liderança.
Porque Governar não tem cor política, nem pode ter. Não gerimos de acordo com a ideologia marxista/socialista, social democrata ou liberal. Gerimos de acordo com regras de gestão que só têm um caminho para serem bem sucedidas. Nas empresas, nas nossas casas, a gestão segue o mesmo princípio que quando é bem aplicado, prospera. Quando é descurado, provoca a falência. Por isso vemos socialistas a governar de forma totalmente oposta à sua ideologia quando o país entra em falência. Não é por acaso. E temos restaurantes de ideologia marxista a falirem ao fim de pouco tempo.   Factos.
As políticas fazem-se depois à volta da gestão na ESCOLHA das prioridades a dar na aplicação dos dinheiros públicos. É aqui que entram as várias ideologias que hoje não vou abordar mas que influenciam sem dúvida depois os resultados da gestão do país. Se boas, vão criar mais riqueza. Se más, vão estragar todo o trabalho anterior.
Precisamos URGENTEMENTE de governantes porque de políticos estamos cheios e mal pagos. Jamais sairemos do lodo sem uma liderança governativa de excelência capaz de enfrentar os políticos para começar a governar. A sério.
Até lá Portugal jamais verá riqueza por muito que crie.



domingo, 2 de julho de 2017

A loucura não tem limites...



Disgusting, répugnant, widerlich
A utilização dos despojos mortais de Helmut Kohl por Merkel - a mulher que o traiu e abandonou, lhe negou funerais nacionais e o atirou para uma macabra encenação no hemiciclo de Estrasburgo - oferece bem o retrato desta gente que manda na União [Soviética] Europeia. Para eles não há limite, nem medida, na manipulação dos sentimentos. A Europa está totalmente desfigurada.

MCB


O que aconteceu?



   a) Pode ser outra Revolução mas desta vez não é dos cravos
   b) O Trump vai revender o material a algum país
   c) O colapso económico está a caminho


E noutros tempos...






sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Séc XXI no seu esplendor estatal




O bebé Charlie não morrerá amanhã.

O bebé Charlie será assassinado pelo estado amanhã.

Um facto bastante preocupante e nada de novo.

O estado a decidir quem deve viver e quem vai morrer, a passar por cima dos pais e da dignidade humana, em nome do bem estar social.

MF









sexta-feira, 23 de junho de 2017

Para lá do óbvio





Quinta rodeada de carvalhos e castanheiros escapou ao fogo.


As chamas que se abateram sobre o centro do país estiveram muito perto da Quinta da Fonte, em Figueiró dos Vinhos. Tudo ardeu à volta, menos as árvores autóctones plantadas há décadas.



Na Natureza, quando se decide ignorar milénios de evolução, destruindo espécies autóctones (i.e. nativas), fortemente adaptadas ao seu meio ambiente, substituindo-as em seguida por espécies alóctones (i.e. oriundas doutros contextos biogeográficos) — inicialmente consideradas "exóticas" e minoritárias, mas rapidamente se tornando "invasoras" e muito rentáveis economicamente — o resultado não pode ser outro que não este: degradação e destruição.
Após o final da última glaciação (aprox. 13.000 anos), o clima português tornou-se genericamente o que é hoje. Segundo as palavras do geógrafo Orlando Ribeiro: "Apesar do incontestável carácter mediterrâneo do clima de Portugal é o oceano [Atlântico] o grande regulador, pelos invernos doces e chuvosos, pelos estios temperados de brisas húmidas, pelas massas de nuvens que os ventos de Oeste impelem contra as montanhas» (cf. "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico", ed.1945). Surgiu então um nova floresta - a "fagossilva" (maioritariamente composta por árvores da família das "Fagaceae"), onde predominam várias espécies de carvalhos (gén. "Quercus"), castanheiros (gén. "Castanea"), faias (gén. "Fagos"), entre outras. De um Sul mais quente e seco para um Noroeste mais temperado e húmido, ou para um Nordeste mais frio e seco, estas espécies arbóreas adaptaram-se às grandes condicionantes naturais: geologia, solos, relevo, exposição solar, temperatura, humidade, precipitação, geada, etc.
Mas... "Qualquer viajante que conheça bem Portugal sabe que hoje pouco resta destes bosques nativos. A intervenção humana tem sido intensa e substituiu a maioria do coberto vegetal autóctone por imensas plantações de pinheiro-bravo ("Pinus pinaster") e de eucalipto ("Eucalyptus globulus")" (cf. SILVA, Joaquim Sande - Os Carvalhais. 'Um Património a Conservar', 2007).

O eucalipto, originário da Tasmânia, Austrália, entrou em Portugal na década de 1850, inicialmente como planta "exótica" e ornamental. Apesar das suas virtudes como matéria-prima para o fabrico de papel remontarem ao séc. XIX, é só em 1926 que arranca a laboração da primeira fábrica portuguesa e mundial para pasta de papel. O grande salto da espécie dá-se na década de 1950, na sequência do I Plano de Fomento, com a instalação e desenvolvimento da indústria de celulose e papel de Cacia (Aveiro). A partir de então, não mais o ritmo de plantações de monocultura de eucalipto parou de crescer. São inúmeros os efeitos nefastos desta espécie alóctone. 
Elenquemos apenas, de modo sintético, alguns:
- forte diminuição da biodiversidade, tanto na flora, como na fauna, e degradação dos ecossistemas;
- forte alcalinização dos solos (não produzindo matéria orgânica);
- forte aumento da erosão dos solos (sobretudo nas primeiras chuvadas após incêndios) e formação de ravinas;
- flamibilidade e forte susceptibilidade à propagação de incêndios, grande resistência ao fogo e grande capacidade de germinar em áreas recentemente queimadas.
- forte consumo de água, devido ao rápido crescimento;
- grande dificuldade de infiltração de água no solo (devido à capacidade de repelência do eucalipto: hidrofobicidade);
- carácter invasor (comprovado também noutras partes do globo: Califórnia, África do Sul);
- forte degradação estética da paisagem;
- perda do sentido identitário dos territórios;
- forte redução do subcoberto arbustivo e herbáceo;
- forte competição (por água e nutrientes) com outras espécies [citando o ambientalista João Camargo: "
O eucalipto evoluiu para queimar a sua concorrência. É o Rambo das árvores. É uma espécie extremamente resistente e adaptável que prolifera em condições onde outras não proliferam"];

O Bom Europeu

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Oh Diabo!

"ENQUANTO NÃO ACREDITAREM QUE CHEGOU O DIABO
PORTUGAL ESTÁ TRANSFORMADO NUM INFERNO"


RP


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Veio a abrilada e tudo ardeu

"Ordenamento do território e limpeza das matas. Tudo isto se fazia no Estado Novo, veio a abrilada e tudo ardeu, até as pessoas."

"Já identificaram a árvore responsável pelo início do fogo da tragédia! 
Andam à procura do raio, do raio que os parta e da pqp."



JF