sexta-feira, 23 de junho de 2017

Para lá do óbvio





Quinta rodeada de carvalhos e castanheiros escapou ao fogo.


As chamas que se abateram sobre o centro do país estiveram muito perto da Quinta da Fonte, em Figueiró dos Vinhos. Tudo ardeu à volta, menos as árvores autóctones plantadas há décadas.



Na Natureza, quando se decide ignorar milénios de evolução, destruindo espécies autóctones (i.e. nativas), fortemente adaptadas ao seu meio ambiente, substituindo-as em seguida por espécies alóctones (i.e. oriundas doutros contextos biogeográficos) — inicialmente consideradas "exóticas" e minoritárias, mas rapidamente se tornando "invasoras" e muito rentáveis economicamente — o resultado não pode ser outro que não este: degradação e destruição.
Após o final da última glaciação (aprox. 13.000 anos), o clima português tornou-se genericamente o que é hoje. Segundo as palavras do geógrafo Orlando Ribeiro: "Apesar do incontestável carácter mediterrâneo do clima de Portugal é o oceano [Atlântico] o grande regulador, pelos invernos doces e chuvosos, pelos estios temperados de brisas húmidas, pelas massas de nuvens que os ventos de Oeste impelem contra as montanhas» (cf. "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico", ed.1945). Surgiu então um nova floresta - a "fagossilva" (maioritariamente composta por árvores da família das "Fagaceae"), onde predominam várias espécies de carvalhos (gén. "Quercus"), castanheiros (gén. "Castanea"), faias (gén. "Fagos"), entre outras. De um Sul mais quente e seco para um Noroeste mais temperado e húmido, ou para um Nordeste mais frio e seco, estas espécies arbóreas adaptaram-se às grandes condicionantes naturais: geologia, solos, relevo, exposição solar, temperatura, humidade, precipitação, geada, etc.
Mas... "Qualquer viajante que conheça bem Portugal sabe que hoje pouco resta destes bosques nativos. A intervenção humana tem sido intensa e substituiu a maioria do coberto vegetal autóctone por imensas plantações de pinheiro-bravo ("Pinus pinaster") e de eucalipto ("Eucalyptus globulus")" (cf. SILVA, Joaquim Sande - Os Carvalhais. 'Um Património a Conservar', 2007).

O eucalipto, originário da Tasmânia, Austrália, entrou em Portugal na década de 1850, inicialmente como planta "exótica" e ornamental. Apesar das suas virtudes como matéria-prima para o fabrico de papel remontarem ao séc. XIX, é só em 1926 que arranca a laboração da primeira fábrica portuguesa e mundial para pasta de papel. O grande salto da espécie dá-se na década de 1950, na sequência do I Plano de Fomento, com a instalação e desenvolvimento da indústria de celulose e papel de Cacia (Aveiro). A partir de então, não mais o ritmo de plantações de monocultura de eucalipto parou de crescer. São inúmeros os efeitos nefastos desta espécie alóctone. 
Elenquemos apenas, de modo sintético, alguns:
- forte diminuição da biodiversidade, tanto na flora, como na fauna, e degradação dos ecossistemas;
- forte alcalinização dos solos (não produzindo matéria orgânica);
- forte aumento da erosão dos solos (sobretudo nas primeiras chuvadas após incêndios) e formação de ravinas;
- flamibilidade e forte susceptibilidade à propagação de incêndios, grande resistência ao fogo e grande capacidade de germinar em áreas recentemente queimadas.
- forte consumo de água, devido ao rápido crescimento;
- grande dificuldade de infiltração de água no solo (devido à capacidade de repelência do eucalipto: hidrofobicidade);
- carácter invasor (comprovado também noutras partes do globo: Califórnia, África do Sul);
- forte degradação estética da paisagem;
- perda do sentido identitário dos territórios;
- forte redução do subcoberto arbustivo e herbáceo;
- forte competição (por água e nutrientes) com outras espécies [citando o ambientalista João Camargo: "
O eucalipto evoluiu para queimar a sua concorrência. É o Rambo das árvores. É uma espécie extremamente resistente e adaptável que prolifera em condições onde outras não proliferam"];

O Bom Europeu

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Oh Diabo!

"ENQUANTO NÃO ACREDITAREM QUE CHEGOU O DIABO
PORTUGAL ESTÁ TRANSFORMADO NUM INFERNO"


RP


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Veio a abrilada e tudo ardeu

"Ordenamento do território e limpeza das matas. Tudo isto se fazia no Estado Novo, veio a abrilada e tudo ardeu, até as pessoas."

"Já identificaram a árvore responsável pelo início do fogo da tragédia! 
Andam à procura do raio, do raio que os parta e da pqp."



JF





quarta-feira, 14 de junho de 2017

A educação

"Quando falo de educação, refiro-me à formação do homem integral" -

Oliveira Salazar 

(In GARNIER, Christine. "Férias com Salazar". 5ª ed. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1952, p. 111).



A Alemanha a destruir novamente a Europa



A luta hoje deve ser dirigida contra os inimigos internos: as almas enfermas que nos querem conduzir para o abismo.

A maior parte das pessoas de "Esquerda" inclui-se no grupo das almas enfermas, porque já não lutam contra os males do capitalismo, mas contra o Ocidente.

IS



terça-feira, 13 de junho de 2017

É possível o multiculturalismo?

«É possível o multiculturalismo? 
Isso é uma contradição nos seus próprios termos. O multiculturalismo nunca existiu em tempo algum. Se a cultura consiste naquilo que determina a concepção do mundo, a religião, a moral, que fazem com que uma sociedade tenha uma unidade e que possa ser uma única sociedade, seguindo aquilo que Aristóteles dizia o que une os homens é a comunidade de ideias sobre o que é o Bem e o que é o Mal, como se refere no início da Política, então, se isto é assim, o multiculturalismo é uma ideia tão absurda como sustentar que um homem possa ter duas almas ou que uma alma possa ocupar dois corpos.»

~ José Miguel Gambra - prof. catedrático de Lógica
(Universidade Complutense de Madrid)


segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Cruzada Europeia do Séc. XXI


Na Suécia, feministas a galoparem e a fingirem serem cavalos em protesto contra estátuas "patriarcais" de homens a cavalo. 






sexta-feira, 2 de junho de 2017

domingo, 28 de maio de 2017

É o momento de Portugal refundar-se




Em Portugal não há direita.
Só existe megalómanos e merdocratas.

Que grandes empresas ainda temos em Portugal?
Galp (Cleptocracia) e 2 grandes merceeiros.
O resto foi tudo ao charco em troca de dá cá aquela palha.

Crescimento económico?
Inflação de serviços, expansão de crédito (dívida) e uns patos de fora que ficaram deslumbrados por este pitoresco albergue espanhol que não fica em Espanha.

É o momento de Portugal refundar-se: La Isla Bonita
Madonna para o panteão.




sábado, 27 de maio de 2017

A ONU

"As Nações Unidas são inúteis (...) São também nocivas. Não passam de um terreno onde floresce a demagogia com um bando de países recém-nascidos e desprovidos de qualquer tradição."

António de Oliveira Salazar



terça-feira, 23 de maio de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Spaziba




                                             




segunda-feira, 1 de maio de 2017

Civilização

"Civilização é a sequência de séculos de disciplina."

António de Oliveira Salazar


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Os homens que marcam os séculos são normalmente homens que vivem fora dos séculos



Os homens que marcam os séculos são normalmente homens que vivem fora dos séculos. Nunca são contemporâneos, nunca acompanham o que passa, mas conseguem a proeza de viver no tempo para além do próprio tempo, como se este não existisse.

Salazar é a grande figura do século XX português. Salazar é A figura do século XX português. E sendo-o, conseguiu ser também uma das grandes figuras da história além fronteiras. Não por acaso, quase 40 anos passados da sua morte, e o mesmo tempo de proibição da sua memória, foi eleito pelos telespectadores portugueses “O maior português de sempre”. Um exagero, claro está, comparando incomparáveis como Afonso Henriques, Pedro Hispano, Afonso de Albuquerque, ou Dom João VI, mas talvez mais significativo quando desde a sua morte política tudo foi feito para apagar a sua obra. Primeiro por Marcello Caetano e seus correligionários, depois pela nova ordem revolucionária.

Dificilmente haverá português mais mitologizado do que ele. E dificilmente se consegue uma figura histórica portuguesa com o seu impacto nos nossos últimos 200 anos de História. Cá dentro e lá fora.

Hoje, passado quase meio século da sua morte Salazar “está na moda”. Nunca como hoje houve tantas obras escritas e produzidas sobre si, sobre a sua obra (sobretudo a política, mas também a teórica), sobre os seus gostos mundanos, sobre as suas relações, a sua correspondência, etc. Qualquer visita a uma livraria mostra como é um produto que vende e vende bem, coisa mais notável quanto é alvo de demoníaco mitificação como poucos o são.

Ao contrário dos que nos (des)governam há 40 anos, Salazar pouco foi um entusiasta da Democracia. Deplorou a curtíssima experiência parlamentar que teve e arrumou aí qualquer ilusão que ainda tivesse sobre o parlamentarismo. Conhecia bem os clássicos à direita e à esquerda, não por ouvir falar ou por obras de aforismos, mas por os ter lido e reflectido. E não se limitando a isso, procurou percebê-los em confronto com o ethos português.

Acompanhou os grandes críticos da democracia liberal do seu tempo assim como os grandes críticos dos socialismos, nomeadamente os do marxismo. Nunca viveu alheado dos grandes debates do seu tempo, e sempre procurou tomar posição neles, e tomar posição original. Leu e foi lido, dentro e fora, e alcançou o estatuto de pensamento original na crítica dos regimes políticos contemporâneos. Foi de resto um académico, e mesmo a sua acção política teve sempre por enraizamento essa ideia de academia e de estudo e reflexão académica que conhecia e onde tinha crescido na Lusa Atenas.

Operou o maior milagre económico-social da nossa História, tanto maior quantas as condições em que o realizou foram verdadeiramente ímpares. Os anos do seu governo significaram o maior crescimento económico nacional e do rendimento nacional sem aumento da dívida (bem pelo contrário, alcançou os níveis mais baixos de dívida do Estado pelo menos desde a instauração dos regimes constitucionais afrancesados – e certamente uns dos mais baixos da nossa História) dos últimos 200 anos. Boa parte da rede básica de infraestruturas nacionais que ainda hoje serve o país foi também resultado dos seus famosos planos de fomento: estradas, caminhos de ferro, portos, aeroportos e aeródromos, hospitais, escolas, liceus, universidades, laboratórios do Estado, museus, sistemas de regadio, barragens, equipamentos militares, etc. A lista é infinda, seja na (então) Metrópole seja no (então) Ultramar, onde pela primeira vez desde as invasões liberais o Estado recuperou o controlo e administração de vastas áreas antes concessionadas a companhias mercantis coloniais estrangeiras.

Foram também os seus governos que estabilizaram ou deram condições à primeira formação de uma classe média na nossa História constitucional. Fosse no sector privado com o aparecimento de grande grupos industriais/comerciais/financeiros com alcance mundial (todos programaticamente destruídos entretanto), fosse nos sectores públicos, houve condições pela primeira vez depois de 1834 para a emergência de classes médias de forma estável, sem destruição/substituição de elites, melhorando-se substancialmente as condições de vida dos trabalhadores com menos rendimentos. Datam do seu tempo os bairros e as casas económicas para os mais pobres, alçando-os a níveis de rendimentos e de propriedade superiores, assim como estruturas determinantes como as Caixas de Previdência e as Casas do Povo, primeira experiência real de assistência social organizada pelo Estado.

A recuperação das contas nacionais significou uma recuperação da autonomia e da soberania portuguesa a níveis que haviam sido perdidos desde a independência do Brasil em 1822. E as potências europeias e mundiais aprenderam a ter de lidar de igual para igual com o governo português, que deixou de estar sujeito às tradicionais pressões e chantagens na política internacional. Churchill encontrou um aliado à altura e exasperou-se com o cínico líder do governo português que, enquanto apregoava o amor à velha aliança com uma mão, exigia contrapartidas não habituais no relacionamento entre os dois países desde D. João VI com a outra. E conseguiu-as.

É também por isso que é o único político português do século passado que fez admiradores e leitores da sua obra além fronteiras. Precisamente porque não se limitou a obedecer a ordens, mas compreendeu que só é escravo quem lhe veste as grilhetas.

É essa, de resto, um dos seus impressionantes ensinamentos para a actualidade, apesar da nossa situação económica ser hoje bastante mais desastrosa do que o era no fim da primeira experiência republicana, que também nos ia custando a independência e o sangue.

Uma das facetas que não lhe é normalmente reconhecida é a de habilíssimo diplomata e negociador. É normalmente reconhecida essa tarefa internacionalmente, nomeadamente na manutenção da neutralidade portuguesa no dificílimo cenário da Segunda Grande Guerra (com coisas tão abissais como território nacional invadido e ocupado), mas não lhe é tão reconhecida a mestria no encontro do compromisso entre as diferentes, divergentes e tantas vezes antagónicas facções dentro do regime e da União Nacional. Monárquicos, republicanos, católicos, maçons, judeus, progressistas, capitalistas, conservadores, operários, tradicionalistas, integralistas, socialistas, liberais, todos foram geridos para resultar na difícil, mas duradoura, união do regime. Como Penélope, fez e refez essa teia vezes sem conta, equilibrando tudo e todos debaixo do mesmo ideal.

Ao contrário de outros regimes seus contemporâneos, Salazar não foi o ditador chefe da nação. Não foi vitorioso militar como Franco ou Fidel. Não foi líder de massas como Mussolini, Mao ou Peron. Não foi eleito como Churchill, nem foi líder resistente e/ou carismático como De Gaulle, Nehru ou Nasser. Também não foi rei, nem regente, nem Chefe de Estado (apenas o foi interinamente aquando da morte do Presidente Carmona). Salazar foi sempre Presidente do Conselho de Ministros de um regime presidencialista, onde o Chefe de Estado tinha a chave do poder constitucional, podendo demiti-lo a qualquer momento. Mais: enquanto Carmona foi vivo, Salazar dividiu com o Presidente a popularidade, e só com Craveiro Lopes (curiosamente aquele que terá estado mais próximo dos seus inimigos) ele se tornou incontestável.

Uma incontestabilidade a que não se deveu o seu carisma frente às massas, que era nulo. Os seus discursos são pérolas de boa oratória, mas difíceis de serem seguidos pelas massas pouco habituadas à explanação académica. Mas que se deveu a ter feito uma coisa raríssima na política europeia desde Péricles: viveu e agiu de acordo com o que defendeu e com a sua consciência.

É daí – creio- que nasce o crescente interesse dos mais jovens pela sua figura. Por encontrarem nele essa "extravagância" de viver de acordo com o que processava, coisa rara no seu tempo, inexistente hoje em dia. Talvez fosse eco ainda da sua juvenil vivência seminarista, ou das leituras dos clássicos latinos, mas fez do exemplo o garante ético da moralidade oficial.

Dizendo que para governar um país bastava uma coluna de deve e haver, viveu toda a vida do seu ordenado, tendo escrúpulos gigantescos em aceitar presentes ou benesses, quer fossem privadas ou públicas. Os museus nacionais detém peças que lhe foram oferecidas e que, em vez de irem avolumar o seu património privado, foram encaminhadas para os organismos públicos. Insistiu toda a vida em pagar as despesas com a parte privada da Residência Oficial e em pagar o arrendamento do Forte de São Julião da Barra quando o usava para férias, o mesmo acontecendo com as despesas com a viatura oficial aquando das estadias no Vimieiro natal.

Habituados pelo actual regime a ter tudo e todos a viver às nossas custas, o seu exemplo brilha ainda mais luminoso pelo profundo respeito que tinha pelo dinheiro e pelos bens que não eram dele. Coisa que também se nota na escolha dos melhores arquitectos, decoradores, “designers” (avant la lettre), pintores, escultores, etc, para as obras públicas, coisa a que, sendo alheio directamente, encorajou, apoiando sempre quem os escolheu e o convenceu a aceitar. Mesmo quando os valores lhe pareciam acima do que esperava e achava aceitável…

Não acreditava que a Democracia pudesse ser útil ao país e nunca o escondeu. Achava (e bem, como hoje sabemos) que o comunismo era dos maiores perigos e das grandes tragédias da história humana, e tudo fez para impedir que Portugal sofresse os horrores que sofreram os povos a ele sujeitos. Olhava com desconfiança para a importação de ideologias exógenas, e nesse sentido Iimitou tanto os liberais como os nacional-socialistas que acabaram – não estranhamente – todos juntos na Oposição “Democrática” (aspas minhas dada a salada russa que lá se juntou, as suas práticas e os seus objectivos).

Herdou uma cultura política e social de violência extrema da Primeira República, com instituições censórias indiscriminadas, golpes e golpelhos de Estado, bombismo e terrorismo, onde até os “heróis do 5 de Outubro” haviam sido massacrados, e um presidente e um primeiro-ministro abatidos por grupos rivais. Os que apontam a violência política do Estado Novo escondem sempre que essa violência (que existiu) foi infinitamente mais branda do que a da Primeira República e que mesmo a Censura e a PIDE (ambas com raízes na Primeira República) foram paulatinamente controladas e integradas na ordem estatal e constitucional, passando a ter objectivos estáveis e controlo hierárquico.

Talvez por isso o número de mortos é – como os estudos demonstram – ao nível das democracias liberais do seu tempo, e a anos-luz das ditaduras do seu tempo. O mesmo acontecendo com a Censura, implacável sobre os marxismos-leninismos, mas mais preocupada com a cristalização da moral pública do que com o resto – daí que tantos espaços de abertura tenham existido, alguns mesmo autorizados e seguidos pelas autoridades, como foi o caso dos cineclubes e das autorizações para visionamento restrito de filmes censurados para o grande público.

A real história disso está por fazer, depurada das mitologias que a envolvem.

Num tempo que foi a era dourada da imprensa mundial, esta foi uma das capas da grande imprensa internacional que fez, explicando aos americanos quem era aquela estranha figura que governava o pequeno-grande país do Minho a Timor, um pequeno-grande país maior do que Europa, onde as mulheres receberam o direito de voto e de serem eleitas bem antes da maioria do mundo ocidental, onde os negros/mulatos/macaenses/indianos/etc tinham mais direitos civis do que os congéneres da linha do Mississipi ou das reservas índias, que pagava a “ajuda” do Plano Marshall, tudo com mão de ferro praticamente incontestada.

É uma belíssima fotografia de um homem singular, o anti-Pombal, conquanto levou a vida a fazer-nos recuperar do atraso e dos erros daquele e dos seus adoradores. Hoje, dia em que se cumpre a memória do seu aniversário natalício e em que recebia cravos vermelhos, a sua flor favorita, que o amortalharam para a Eternidade numa fina ironia (ou coincidência para quem acredite nesses acasos pagãos) da História.

LRP


quinta-feira, 20 de abril de 2017

A preservação do fogo

A Tradição, e não o modernismo, é o futuro desejável. 
O chamado "modernismo" não é mais do que uma patada horrenda que a mediocridade reinante nos quer impor, uma falta de Beleza, de Alma, de Qualidade atrozes... 
Um apagamento intencional da Memória Colectiva...

"A Tradição não é o culto das cinzas, mas sim a preservação do Fogo"

Gustav Mahler





sábado, 15 de abril de 2017

As políticas de guerra

"Uma das bases que consolidam o sistema monetário dos EUA são as políticas de guerra. 

Sempre que os EUA precisam de imprimir papel-moeda do nada, esta quantia tem que evacuar para algum lugar.

De preferência para países que depois de destroçados irão precisar de empréstimos para reconstruir as suas infraestruturas e de seguida ficar pendurados no FMI. 

Isto começa a fazer sentido quando ligamos os pontos e vemos que certas intervenções não são por acaso."

APD



O pai de todas as bombas

Após lançamento americano, Rússia lembra que tem 'pai de todas as bombas'



sexta-feira, 14 de abril de 2017

O golpe do sistema

"Quem precisa de Hillary na casa branca quando Ivanka está lá."

AM


sábado, 8 de abril de 2017

A cultura ocidental e o multicutularismo



Será que?

Já encontraram as armas de destruição em massa no Iraque?


Os mistérios de um ataque
Atacar inopinadamente um Estado soberano, para mais um Estado soberano que venceu militarmente uma guerra imposta pelo exterior, não só é um acto de agressão, como absolutamente contraditório com o discurso prevalecente de uma guerra planetária contra o terrorismo fundamentalista islâmico.
Espanta-me que os EUA tenham desencadeado um ataque sem exigir aturada investigação internacional ao suposto uso de gás sarin pelo governo sírio. Objectividade requer peritagem, pelo que o ataque desta madrugada é irracional, desmedido e certamente injusto. O governo sírio não usou armas proibidas pelas convenções internacionais. As armas estavam armazenadas em zonas controladas por grupos terroristas e, tudo o indica, foram atingidas acidentalmente após um ataque aéreo da aviação síria.
Há que respeitar a soberania dos Estados, pelo que cabe à diplomacia ajudar a resolver os conflitos e não agudizá-los. Neste particular, a comunidade internacional tudo deve fazer para que o povo sírio se pronuncie através de eleições sobre a liderança que quer para o seu país. Esta tem sido, desde 2011, a posição do governo sírio, como esta tem sido a posição do governo russo e era, até há pouco, parte do programa que levou Trump à Casa Branca.
Insólito é o ziguezaguear da Casa Branca; ou antes, a súbita mudança que sucede a semanas de golpe de Estado silencioso que destruiu a plataforma que levou Trump à presidência. Sem a agenda para a cooperação, inscrita no programa de Trump, todas as reformas internas estão ameaçadas, pois que articuladas e coerentes com a retoma da soberania política do Estado face a lóbis, pela retoma de uma política externa não interferida por paixões ideológicas e pela retoma da fronteira económica. Se Trump se envolver no Médio Oriente, acabou a esperada e necessária revolução nacional e democrática que encabeçava, e os EUA voltarão a viver ao azar dos caprichos dos grupos poderosos que têm manipulado e usado em interesse próprio a força americana para fins que são lesivos dos interesses do povo americano.

Miguel Castelo Branco


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Uma cobra é sempre uma cobra


Parece confirmar-se o pior: deu-se nos últimos dias, longe das câmaras, um verdadeiro golpe palaciano na Casa Branca. Parece, tudo o indica, que Trump teve de escolher entre a sua sobrevivência e aqueles que poderiam lançar as pontes para uma nova era de cooperação. Perdeu o partido que aceitava a inevitabilidade de um mundo multipolar, fundado na boa vizinhança, no diálogo e convergência em torno daqueles princípios que qualquer líder razoável e informado subscreve. Entre o realismo e o aventureirismo, Kushner saiu vencedor. Ora, só hoje ganha plena legibilidade aquela enigmática frase há tempos proferida por um diplomata russo a respeito do real significado da vitória de Trump. Quem venceu não foi a Rússia ou, por outras palavras, uma administração sensível à cooperação com a maior potência europeia. Quem venceu, tudo o indica, foi o partido da guerra, nos mesmos e precisos termos em que actuou ao longo das últimas duas décadas.
Há, decididamente, qualquer coisa de sórdido nos EUA. A América é um portento. Trata-se de um dos mais atrasados impérios que o planeta conheceu. Atrasado, rico e bem armado, conjunção escaldante, é insusceptível de aprender com os erros, e repito-los-á até perder capacidade para interferir nos assuntos do mundo.
Depois de século e meio de guerras injustas em nome de uma justiça de que o império se diz instrumento, chegamos a isto. A América não tem, decididamente, compleição para reinar sobre o orbe. É, não temamos as palavras, uma sociedade problemática, desestruturada e perigosa fundada na violência, no culto da força e da potência.
A possibilidade de um ataque dos EUA à heróica Síria seria, pois, um dos mais ignóbeis episódios da história contemporânea e o reinício da parada de provocações que se julgava superada com o afastamento daquela gente horrível que provocou o caos em que vive imerso o Médio Oriente, o norte de África, a África Central e a Europa. Esperemos, pois, mas creio que parte importante do capital de esperança que representou a chegada de Trump à Casa Branca se terá esfumado ao longo dos últimos dias. Afinal, a América é como uma cobra. Uma cobra é sempre uma cobra.

Miguel Castelo Branco

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A grande crise do Ocidente

Crise antropológica e filosófica. 
Guerra cultural de desconstrução do ser humano, destruição da família e da ordem natural. 
Engenharia social patrocinada pelos liberais e esquerdopatas globalistas.
O Islão está preparado para a captura final.




  

sábado, 1 de abril de 2017

O democratismo

"Democratismo é a crença de que todos tem a igual capacidade de votar e tomar as melhores decisões. Igualitarismo. Comunismo no fundo."

RQ


A democracia

"A democracia é um processo que consiste em seleccionar aqueles que sabem melhor mentir."

AM


quarta-feira, 29 de março de 2017

Religião é tradição local

"Religião é tradição local, são hábitos que vão do nascimento, casamento, morte e toda a formação moral do povo. E são transmitidos de forma familiar."

Zazie


A propriedade

"A propriedade dos bens de gozo é exigência da natureza do homem, mas a dos bens produtivos, para sua exploração individual ou por intermédio do trabalho alheio, é antes uma vocação ou, se se quiser, uma competência. Todas as reformas que desconheçam esta realidade e pressuponham em todo o homem capacidade para dirigir o trabalho e administrar a riqueza encaminham-se ao fracasso económico e social." 

"A família exige por si mesma duas outras instituições: a propriedade privada e a herança."


António Oliveira Salazar



sábado, 18 de março de 2017

A economia de mercado

"A verdadeira economia de mercado é composta por uma centena de milhares de pequenas e médias empresas locais que produzem produtos de alta qualidade e baixo preço (sim, esse nirvana existe e é isso que nos é vedado na era democrática).

Grandes empresas globais, economia ~de escala~, big corps, massificação e produtos medíocres e não tão baratos são o resultado da democracia moderna. É o nefasto modelo americano dominando (e destruindo) o mundo sob o falso mantra de livre-mercado."


CFC


O liberalismo

"O liberalismo é contracto social, é iluminismo. É a legitimação psico-social de um estado. Na teoria garante-te que não vais ser escravo mas na prática transforma-te em um."

PG




sexta-feira, 17 de março de 2017

Por um princípio

A tradição portuguesa é católica, portanto se procurar um princípio devo começar por procurá-lo no catolicismo. Um princípio que traga o equilíbrio entre a colaboração autónoma e activa dos indivíduos e grupos e a coordenação e encorajamento do Estado.Para o catolicismo a primeira ideia a valorizar é a comunidade: “Certas sociedades, como a família e a cidade, correspondem de modo mais imediato à natureza do homem.” (Cat.1882) A comunidade é a base das famílias. Por isso o único sistema que a Igreja valoriza é um sistema que favoreça a comunidade e as famílias, porque é um sistema onde todos se conhecem, e todos conhecem aqueles em quem vão votar. Um sistema orgânico.
E o Estado, deve intervir muito, ou pouco? Responde o Catecismo:"(...) Uma intervenção exagerada do Estado pode constituir uma ameaça à liberdade e iniciativa pessoais. Por isso, a doutrina da Igreja elaborou o princípio dito da subsidiaridade."
O que é isso a que chamas de "princípio da subsidiaridade"? Responde o “Catecismo”:
"Segundo ele, uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve, antes, apoiá-la em caso de necessidade e ajudá-la a coordenar a sua acção com a de outras componentes sociais, com vista ao bem comum".
Em Portugal esse princípio é respeitado? Não.
Alguém poderá, de forma insuspeita, invocar que encontramos, em concreto, este princípio consagrado na legislação europeia? Claro que não. Nos tratados da União Europeia reside um contra-senso insuperável desde já, porque a subsidiaridade acaba definida como um princípio político, abstracto e demasiadamente complicado, cheio de procedimentos contratuais, deformando-a na burocracia das instituições europeias. Portanto, uma farsa.
O que se tem visto é que cada vez mais cresce a intervenção das instituições superiores sobre a inferiores, na verdade numa subsidiaridade amordaçada. A Igreja tem como prioridade a família, por ordem decrescente chega à nação e por último à ordem mundial. Numa ordem hierárquica a família é o grupo mais importante. A instrumentalização que as instituições europeias querem mecanizar são o contrário à ideia da Igreja. O que para a Igreja é algo de natural (porque conforme à natureza humana) para a União Europeia torna-se a antítese de uma ideia do Bem.
Aqui entra o grande problema porque a aplicação da subsidiaridade é uma matéria de julgamento prudente, e o que a prudência requer é uma situação que pode variar muito mais significativamente. O Magistério Papal das encíclicas sociais é muito claro ao dizer que a intervenção por uma autoridade superior deve ser limitada no tempo e no escopo, e deve ser apenas para o propósito de habilitar comunidades e proteger os "direitos naturais" de grupos e indivíduos" (vide, "Encíclica Rerum Novarum").
Porém, se alcançado tal princípio, dentro da descentralização administrativa e da subsidiaridade, podem realizar o que o Magistério da Igreja Católica proclama, a promoção social genuína e o pessoal auto-aperfeiçoamento do homem.
Causa Tradicionalista

quarta-feira, 15 de março de 2017

O mito do atraso dos países de cultura católica ou a mentira de Weber


A propósito da velha história do atraso dos países de cultura católica demonstra como a tese de Weber tem grandes adeptos, ainda que não totalmente original, já tinha sido antecedida cerca de trinta anos pela tese de Antero de Quental com o sugestivo título de "Causas da decadência dos povos peninsulares" (mas claro, como é português a relevância é menor). Ambas as teses estão viciadas, mas não cabe aqui discutir isso(1).

É interessante como mesmo catedráticos e estudantes quase divinizam uma teoria que várias vezes foi refutada pela historiografia. Talvez porque a tese de Weber pareça elegante a olhos deslumbrados, principalmente a povos como os de cultura católica que sempre desprezaram a sua identidade para preferir imitar o estrangeiro (i,e., os povos protestantes).
O trauma em questão vem a propósito do suposto atraso das nações católicas em relação ás nações protestantes, um velho estribilho oitocentista que ganhou raízes profundas nas nossas academias. O argumento é falso e já o demonstrarei. Ofereço a proposta de Hayek que no discurso perante a Academia Sueca citou dois escolásticos ibéricos: Luís de Molina e Juan de Lugo, afirmando que a análise económica austríaca não era uma novidade, já tinha sido formulada nos século XVI e XVII e tinham origem católica e espanhola.
Exactamente, as ideias do capitalismo emergiram da Europa mediterrânica, herdeira da tradição grega, romana e tomista (3), influência muito mais decisiva do que na tradição dos filósofos escoceses do século XVIII (Adam Smith e David Hume). Um mesmo Hayek cita diversas vezes Molina, sim, Luís de Molina um padre jesuíta espanhol, a propósito da ideia do equilíbrio natural do mercado na formação do «preço natural» ou do «preço justo».
Aliás, foram dominicanos e jesuítas, professores de moral e teologia em universidades, como Salamanca e Coimbra, quem constituíram os focos mais importantes do pensamento durante o Século de Ouro espanhol, antecedendo Smith e antecipando em séculos a escola Austríaca. E, mesmo a teoria do protestante John Locke, sobre o consentimento popular, já tinha encontrado fundamento (católico) num escolástico de Salamanca chamado Juan de Mariana, embora também descritas por Suarez, outro grande teólogo (e o fundador do direito internacional moderno). Mas temos de acrescer que, tal concepção, nada tem a ver com o sofisma democrático do nosso tempo, e constitui uma rejeição da teoria do Contrato Social. Para Suárez o poder político é qualificado como "um consentimento da comunidade" entendido como um produto da natureza racional do homem. Aquilo que para Vitória é uma outorga de Deus, tanto ao governo, como à comunidade. Não existe oposição entre governantes e governados (como nas teorias demo-liberais) porque toda a comunidade é um corpo com funções concretas a desempenhar, e, o governo, em particular, deve atender ao bem comum.
Quanto ao capitalismo das nações protestantes, tanto Hugh Trevor Ropper, como Michael Novak (4), tinham já explicado que «a ideia de que o capitalismo industrial de larga escala era ideologicamente impossível antes da Reforma é negada pelo simples facto de que ele já existia.» (ROPPER) Aliás Michael Novak descobre o desenvolvimento do capitalismo em cidades como Antuérpia, Lisboa, Milão, Lucena, refutando assim a tese de Weber da "ética protestante".
E vem acrescentar ainda Henri Pirenne, uma década depois da publicação do livro de Weber ("A Ética protestante e o espírito do capitalismo"), baseando-se em documentação anterior à Reforma, de que "os aspectos essenciais do capitalismo - iniciativa individual, avanços no crédito, lucros comerciais, especulação, etc. - se podem encontrar a partir do século XII nas cidades-república da Itália - Veneza, Génova e Florença".
Como explicar então o declínio Peninsular? O que aconteceu deve-se aos ciclos históricos de ascensão e decadência dos povos. Simplesmente, aproveitando as palavras de Rodney Stark, os países protestantes do Norte ocuparam o lugar outrora "ocupado pelos velhos centros capitalistas do Mediterrâneo". Depois os países mediterrânicos, Portugal e Espanha, falharam em deduzir o sistema económico para o qual tanto contribuíram e perderam o passo do tempo. Tragicamente, também povos que passaram os últimos duzentos anos a copiar instituições contrárias à sua cultura, o que resultou em guerras e revoluções constantes ao longo do século XIX até ao século XX.
Mas não perdendo o fio ao pensamento. O ciclo dos pensadores da escolástica da Salamanca teria ainda um novo fôlego com o catalão Jaime Balmes (1810-1848), que além de teólogo foi economista e político católico, foi ele quem elaborou a lei da utilidade marginal vinte e sete anos antes de Carl Menger.
Sim, é verdade que o capitalismo tem origem religiosa, mas não é protestante, mas católica.
(1) uma desmistificação da tese de Weber: "Max Weber: The Lawyer as Social Thinker" Frank Parkin,Stephen P. Turner,Regis A. Factor (pp.162, 164, 165).
(2) "The Victory of Reason - How Christianity Led to Freedom, Capitalism and Western Success", Rodney Stark (pp.11-12)
(3) "As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith", Jesús Huerta de Soto
(4) mais uma desmistificação de Weber: "The Spirit of Democratic Capitalism", Michael Novak (pp.276-277)


Causa Tradicionalista

O prosador desconhecido

Salazar, o prosador desconhecido



sexta-feira, 10 de março de 2017

A maior conspiração

"A maior conspiração é a conspiração que afirma que não há conspiração."

AM


quarta-feira, 8 de março de 2017

A mulher

"A mulher só vale alguma coisa por que é totalmente diferente do homem. Igualdade entre dois seres torna um deles dispensável."

RQ


terça-feira, 7 de março de 2017

A Universidade Corporativa - complemento à Universidade Tradicional.

As universidades tradicionais têm uma enorme importância social na medida em que dão à população a oportunidade de procurar a continuidade e o aperfeiçoamento da sua formação. No entanto a complexidade da realidade e a inexperiência no novo status originou dúvidas que, com o passar dos tempos e a institucionalização da sociedade empresarial, se foram tornando cada vez maiores sobre a eficácia das universidades tradicionais no desenvolvimento de competências e habilidades dos seus alunos.

Pode verificar-se que os objectivos das universidades tradicionais têm um alvo muito abrangente.
As universidades tradicionais desempenham, ainda hoje, um importante papel no processo de aprendizagem, na formação inicial do indivíduo, construindo alicerces de conhecimentos teóricos, sociais e metodológicos, os quais constituirão a base para o desenvolvimento das competências necessárias para o mundo do trabalho e para formação de um indivíduo integral. 
As universidades tradicionais tinham como objectivo: 

- desenvolver competências essenciais para o mundo do trabalho; dar prioridade a uma sólida formação conceptual e universal; ter um sistema educacional formal; ensinar crenças e valores universais; desenvolver a cultura académica; formar homens competentes que garantissem o sucesso das instituições e da comunidade.

Menos abrangente é o papel das universidades corporativas, aparecidas na década de 50 do século passado.

O que são as universidades corporativas?

Poderemos defini-las como "dependências internas de educação e treino que apareceram nas empresas devido, por um lado à frustração com a qualidade e o conteúdo da educação pós-secundária e, por outro pela necessidade de uma aprendizagem permanente" - 'Ângela Marquez'

A finalidade das universidades corporativas é: 

- desenvolver competências essenciais para o sucesso do negócio; uma aprendizagem baseada na prática dos negócios; introduzir um sistema de desenvolvimento de pessoas pautado pela gestão por competências; ensinar crenças e valores da empresa e do ambiente de negócios; desenvolver a cultura empresarial; formar cidadãos competentes para garantir o sucesso das empresas e dos clientes.

O aumento dos jovens matriculados no ensino básico, a redução do abandono escolar e a importância da formação académica fez aumentar nos últimos anos o número de universidades e faculdades oferecendo cursos de graduação e pós-graduação.. 

A necessidade de aprendizagem contínua, associada à dificuldade de atender simultaneamente muitos profissionais, localizados em diversas áreas geográficas, determinou que as organizações procurassem alternativas, que não incluem somente os métodos e as instituições
tradicionais de ensino.

Os tradicionalistas não toleram a intromissão do Estado na vida das sociedades e dos corpos intermédios. Entre estes está a Universidade, onde o liberalismo encontrou um terreno favorável e fez dela um instrumento de doutrinação ideológica.

Na sua essência e pela sua própria natureza, a Universidade era livre e funcionava em regime de auto-gestão o que representava o mesmo que faziam os diversos corpos que formavam a sociedade tradicional, a autarquia e as liberdades concretas sem mediatizações políticas nem económicas, como as que hoje encontramos.
As liberdades tradicionais eram liberdades objectivas, tinham não só carácter territorial, mas também possuíam uma grande dimensão social e corporativa. 

Pensamos pois que é com base nos princípios de independência e liberdade em relação ao poder instalado a cada momento e na complementaridade entre a Universidade Tradicional e a chamada Universidade Corporativa que deve caminhar a Universidade, no sentido de formar homens capazes de satisfazerem as necessidades das instituições, da comunidade e das empresas.

Guilherme Koehler

sábado, 4 de março de 2017

Não há futuro para ninguém

"Quando não há futuro para as pessoas comuns, não há futuro para ninguém."

AM


A verdade

"A verdade gera ódio, e tem poucos amigos."

Santo Agostinho



sexta-feira, 3 de março de 2017

O controle do ensino

"Até a metade do século XVIII, a Companhia de Jesus detinha imensa parte do ensino dentro e fora da Europa, das missões, e eram tradicionalmente os tutores, confessores e directores espirituais dos príncipes da Casa d' Áustria, dos réis de Portugal e de Espanha.

Era uma influência e tanto, uma vez que conselhos espirituais são sagrados. 

O Grande Oriente não podia tolerar, os nobres e príncipes envolvidos com a Maçonaria, já eram muitos a aquela altura, começaram a instigar os monarcas contra a ordem, para que fosse expulsa, inventando mil motivos.

Foi o que, tragicamente, aconteceu. Os jesuítas foram expulsos de quase todos os países, e acabaram por serem fechados em 1772 pelo Papa, que estava sob pressão. 

Os iluministas e "estrangeirados" (vocábulo usado pelos nobres portugueses para designar os que copiavam as modernidades da França), estando à da seita miserável do Enciclopedismo, então tomaram o controle do ensino. Quem pensa que a situação trágica pela qual passa a Europa hoje começou do dia para a noite se engana muito."

MP